Tucana protocolou documento na Prefeitura de Olinda 














Pré-candidata à sucessão municipal, a ex-deputada Terezinha Nunes (PSDB) foi nesta terça-feira (14) à tarde à Prefeitura de Olinda protocolar a entrega de oficio e relatório feito após a realização da ação 48 horas nas ruas Olinda, onde constatou uma série de graves problemas – como ruas intransitáveis, por buracos ou alagamentos, obras abandonadas, inacabadas, entre outras coisas.
A ideia da ação se deu após Terezinha receber a solicitação de moradores da cidade.  “Independente de qualquer coisa assumi com as pessoas com as quais me reuni o compromisso de entregar à Prefeitura um resumo do que observei para que as providências possíveis sejam tomadas”, diz o um trecho do documento entregue à Prefeitura.
No relatório foram levantados os principais pontos encontrados durante a ação fiscalizadora, com fotos. Entre eles, um buraco na Perimetral que existe há oito anos, o abandono da escola Gregório Bezerra, a situação dos prédios-caixão, buracos em vias e outras situações críticas encontradas em várias comunidades do município.
Restaurante popular tem obra parada, denuncia Terezinha Nunes














Abaixo, texto completo do oficio entregue nesta tarde e o relatório com fotos dos principais locais.

Ilustríssimo sr. Prefeito de Olinda
Renildo Calheiros
Caro prefeito
Atendendo a solicitação de moradores dos diversos bairros de Olinda, realizei, há poucos dias, uma ação de acompanhamento de obras e ações da Prefeitura no município  à qual dei o nome de “48 horas nas ruas”, uma vez que fiquei durante este período visitando os locais expostos no relatório que segue anexo.
Independente de qualquer coisa, assumi com as pessoas com as quais me reuni o compromisso de entregar à Prefeitura um resumo do que observei para que as providências possíveis sejam tomadas.
Na certeza de que este gesto será entendido por Vossa Senhoria como expressão da vontade de olindenses que desejam ver atendidas suas reivindicações, subscrevo-me,
Terezinha Nunes
Relatório Ação 48 horas na rua
PERIMETRAL – BURACO DE OITO ANOS
 Há oito anos um buraco surgiu na Perimetral, em Ouro Preto. Hoje é uma cratera que põe em risco a vida de famílias que moram na localidade – ou até quem passa de carro, devido à falta de sinalização. No mesmo local há outra falha: falta acostamento na via somado ao estreitamento devido o buraco. As pessoas têm que andar pela rua correndo o risco de ser atropelado. Foi o caso do aposentado Ronildo Sebastião da Silva, 69, que vendia macaxeira. Vendia. Foi atropelado quase na frente de casa e hoje vive em cima de uma cama.
AV. PEDRO ALVARES CABRAL – OBRA INACABADA
Inaugurada há mais de uma década esta avenida, em Jardim Fragoso, deveria ter continuidade até a PE-15, facilitando o trânsito e a circulação dos moradores de Olinda. Mas não há. E explicação para isso, até agora, não tem – apesar de só restarem 800 metros para o acesso à PE-15 se concretizar.
CANAL FRAGOSO – LIXO E MATO
Localizado no bairro de Jardim Fragoso, funcionaria como uma opção para o escoamento da água. Com alguns minutos de chuva ele transborda e leva prejuízo aos moradores e comerciantes do seu entorno. O mato está alto e a presença de lixo também. “Qualquer chuvinha aqui ele transborda e alaga tudo, é um sufoco. E nada é feito”, atesta o comerciante José da Silva.

RIO DOCE – AV. TIRADENTES QUASE INTRANSITÁVEL
 Em tese a via Tiradentes, na quarta etapa deste bairro, um dos mais problemáticos da Cidade, seria uma avenida. Seria. Há dificuldade para tudo e os carros mal conseguem passar. Um conserto, recapeamento, que é uma atividade simples não é feito.

FEIRA DE RIO DOCE – R$ 50 POR SEMANA PELA BARRACA
O pátio da feira de Rio Doce sofre com vários problemas.  Os comerciantes têm que pagar para usar banheiros privados, assim como pagar R$ 50 por semana por uma barraca; a limpeza é deficitária e as barracas estão velhas, além dos constantes alagamentos em dias de chuva. “Todos os compradores somem. Esta feira daqui é a mais suja”, afirma, com propriedade, Rosália Melo, que mantém uma banca no local.
AVENIDAS É, 67 E RUA 82 – ORÇAMENTO PARTICIPATIVO NÃO CUMPRIDO
 Ainda em Rio Doce as avenidas É e 67 estão em petição de miséria. Calçamento? Até tinha, mas hoje os buracos dominam as vias e impedem a circulação até de ônibus, como afirmam os moradores. Se precisar pegar um ônibus, sendo doente ou velho, só caminhando muito. Paralela às avenidas, a Rua 82 é um retrato do caos. “Há um ano foi votada como prioridade no orçamento participativo do município. Até agora nada. Jogam barro, chove, tudo vira um lamaçal”, conta a moradora Graça Veras.
PRÉDIOS-CAIXÃO – ÁREAS FANTASMAS
Olinda é o município da RMR que mais tem prédios-caixão. Em Jardim Atlântico, o Conjunto Parque Primavera, abandonado após correr risco de desabamento, está abandonado. Lá, além de seguranças particulares contratados pela empresa seguradora, nada mais acontece. Inclusive ao redor. As ruas estão abandonadas, o mato está alto, há carros jogados a esmo. A situação se repete em várias outras localidades, como em Jardim Fragoso, onde há vários empreendimentos abandonados – uma verdadeira cidade fantasma. O problema precisa de solução de recuperação dos prédios ou demolição para construção de novos.

PRAÇA CHICO SCIENCE – INACABADA
 No ano em que completou 15 anos da morte de Chico Science, uma praça, em Rio Doce, que leva o seu nome está há três anos em obras. Obras que caminham a passos lentíssimos. Crianças não têm onde jogar bola, brincar. As famílias não têm onde se divertir. E o morador Paulo José, que acompanha tudo de sua casa, em frente à praça, acompanha e afirma: não anda.

COLÉGIO GREGÓRIO BEZERRA – ABANDONADO
 Na Ilha de Santana, uma comunidade pobre da cidade, as crianças e jovens não têm direito a um grande espaço, a uma escola. Isto porque o prédio onde funcionava a escola Gregório Bezerra está abandonado, jogado literalmente às traças. Aos ratos, drogas e lixo também. Os alunos, cerca de 740, foram transferidos para outro prédio. Minúsculo e sem condições de abrigar todos confortavelmente. O local enfrentava problemas há oito anos, mas há três foi completamente abandonado.

VILA POPULAR – ALAGAMENTOS
Na Vila Popular um problema grava é a situação da Av. Agamenon Magalhães. Por lá ônibus circulam e carros também. Asfalto praticamente não há. Alguns enormes buracos e, em dias de chuva, muito alagamento.

PEIXINHOS – PRESIDENTE KENNEDY
Um dos principais corredores viários de Olinda, a Av. Presidente Kenney, em Peixinhos, sofre.  Há Buracos, alagamentos, falta de sinalização. A obra parada está há três meses, como afirmam os comerciantes da área. Falta planejamento de engenharia no serviço e hoje, por exemplo, cadeirantes não têm por onde circular. O escoamento em dia de chuva piorou também e, consequentemente, os sérios alagamentos. “Falta de sinalização provocou o aumento no número de atropelamentos”, conta o comerciante Isaac José, 56. “A obra tem problemas de concepção que dificilmente serão resolvidos mesmo depois de concluída”, completa.

VILA OLÍMPICA – ABANDONADA APÓS CRIANÇA ESPERANÇA SAIR
Até pouco tempo atrás neste local funcionava o espaço Criança Esperança, em parceria com Rede Globo de Televisão. Tudo ia bem enquanto a Globo estava por lá. Hoje o Criança Esperança foi para Jaboatão. O mato encontra-se alto, o esgoto corre e, à noite, a iluminação é deficitária. Resultado: os moradores dizem que virou ponto de consumo de drogas. Os moradores têm medo e lamentam pelo local.

ORLA – OBRA SEM FIM
A recuperação da orla de Olinda, apesar dos milhões empregados, parece não ter fim. No local, além de uma obra parada, casas estão sendo demolidas, indenização não está sendo paga, e as pessoas não têm onde morar. Os entulhos, todos, jogados à própria sorte. “Eles derrubam as casas, deixam entulhos, não pagam indenização e nós não sabemos a quem recorrer”, conta a moradora Maria José, 62. Ela que possui uma casa no local luta pelo seu lar.
V8 – CASAS RACHADAS
 No V8 conjuntos residenciais em parceria com o pro-metrópole e geridos pela prefeitura foram entregues à população carente há cerca de três anos. Hoje, no entanto, muitas casas apresentam rachaduras e alguns contemplados têm que reparar os danos com o próprio dinheiro, que é muito pouco. É o caso da doméstica Maria Ubiana, 54.

CINE DUARTE COELHO – PATRIMÔNIO FECHADO

Inaugurado em outubro de 1942 o Cine Duarte Coelho foi fechado há mais de 10 anos. O espaço encontra-se completamente abandonado. E sem aparante solução.

MATERNIDADE BRITES DE ALBUQUERQUE – REFORMA ABANDONADA
Hoje, em Olinda, nenhuma criança pode nascer em maternidade pública. Isso porque na cidade a única, a Brites de Albuquerque, está fechada para reforma há mais de um ano.

RESTAURANTE POPULAR DE PEIXINHOS – OBRA INACABADA
Obra com recursos federais e gerida pela Prefeitura de Olinda, o Restaurante Popular de Peixinhos não sai do canto. A obra encontra-se parada, a placa do governo federal quase toda apagada, mato cresce e na frente o esgoto corre a céu aberto. As pessoas estão aguardando.

CANAL DOS BULTRINS
Localizado em uma das principais vias da cidade, o Canal dos Bultrins também é um dos mais críticos nos dias de chuva. Em poucos minutos transborda alagando toda a via, prejudicando não só a vida dos moradores, mas também dos comerciantes.

CANAL DA MALÁRIA
Localizado na entrada da cidade, pelo Varadouro, o canal percorre várias comunidades de Olinda. É revestido na parte movimentada na cidade. Mas a obra começou há alguns anos e não terminou. Ou seja, em sua grande maioria falta revestimento, limpeza. Sobram lixo, desorganização e alagamentos.

JARDIM BRASIL
Em Jardim Brasil uma obra da Prefeitura, sem aviso prévio e sem o desejo dos moradores, tem tirado as pessoas do sério. A Praça Alvorada era arborizada e servia para lazer e descanso dos habitantes. Mas uma pista de skate foi mal feita e comprovada tecnicamente.  Os moradores recusaram e a Prefeitura disse que voltaria atrás na construção da pista skate. Quebraram tudo e se foram, deixando muito entulho no local. O pessoal da comunidade não sabe mais o que fazer e não pode usar o local.

ASSOCIAÇÃO DE MORADORES JARDIM BRASIL
O prédio da associação de moradores de Jardim Brasil não existe mais. Foi derrubado para a construção de um conjunto habitacional que ainda não saiu do papel. O local era socialmente ativo, oferecendo atividades esportivas, cursos, uma biblioteca comunitária com mais de quatro mil livros. Hoje nada existe. E os serviços não são mais desenvolvidos como antes, por falta de espaço físico. Todos os livros da biblioteca estão em posse da prefeitura, em um depósito e nem acesso à leitura os moradores têm mais.