sexta-feira, 4 de novembro de 2011

O Brasil no IDH da ONU

O Brasil subiu uma posição (da 85ª para a 84ª) no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) elaborado pela Organização das Nações Unidas (ONU), avançando de 0,715 para 0,718 entre 187 países objeto do estudo. Isso significa melhor colocação no ranking global do Relatório de Desenvolvimento (RDH) deste ano.

O País fica situado, portanto, no grupo das nações de alto desenvolvimento humano. Porém, esse resultado divulgado quarta-feira enseja uma indagação que consideramos procedente.

Por que ainda estamos na 84ª colocação se somos a quinta economia mundial? É fácil responder. Crescemos, de forma acentuadamente desigual, com péssima distribuição de renda e consequente exclusão social da maioria da população da riqueza produzida, inclusive com a sua participação.

Não se trata de reeditarmos os antigos conceitos da luta de classes, mas a intenção de reafirmar a desigualdade que nos caracterizou, e que ainda continua existindo, apesar de minorada nos últimos anos devido às políticas públicas governamentais adotadas.

O RHH foi realizado, computando-se 185 estados-membros da ONU, excluindo-se 7 dessa relação, por causa da ausência de dados capazes de permitir avaliá-los. O IDH é uma medida comparativa de riqueza, alfabetização, educação, esperança de vida, natalidade e outros fatores existentes nos diversos países do mundo.

Trata-se de uma forma padronizada de avaliação e medida de bem-estar de uma população, especialmente bem-estar infantil. É utilizado para definir se a nação é desenvolvida, em desenvolvimento ou subdesenvolvida, além de medir o impacto de políticas econômicas na qualidade de vida.

O índice foi desenvolvido em 1990 pelo economista paquistanês Mahbub ul Haq e pelo economista indiano Amartya Sen. Os países são divididos em quatro grandes categorias: desenvolvimento muito alto – 47 países; alto –47; médio – 47; e baixo, 46 nações. O maior IDH apurado pertence à Noruega, com 0,943, seguido da Austrália (0,929), Países Baixos (0,910), Estados Unidos (0,910), Nova Zelândia, Canadá e Irlando, os três últimos com 0,908) e, assim, sucessivamente. Na América do Sul, destacam-se o Chile, Argentina e Uruguai, com números superiores aos do Brasil, inclusive o México (América do Norte) e Cuba, um país insular do Caribe.

Em síntese, o Brasil tem um longo caminho a percorrer. Somos, todos, governos e cidadãos responsáveis por um justo futuro a que o povo brasileiro tem direito de desejar e de usufruir tamanho é o potencial das riquezas que possuímos.

Nenhum comentário: