Ganha corpo no governo a hipótese do abandono dos planos de implantação do trem-bala, ao menos por prazo bastante longo. Não se justificaria a aplicação de mais de 30 bilhões para se completar, em no mínimo dez anos, a ligação meteórica entre Rio, São Paulo e talvez Campinas. Além dos argumentos da falta de recursos e da falsa prioridade para a obra, aparece mais um: seria profundamente anti-econômico estabelecer como objetivo do trem-bala levar cariocas para São Paulo e paulistas para o Rio.A nova estrada de ferro precisaria fazer paradas nas principais cidades do Vale do Paraíba e adjacências, como Moji, São José dos Campos, Taubaté, Guaratinguetá e Volta Redonda, pelo menos. A CNBB sem dúvidas reivindicaria também Aparecida do Norte. O diabo é que o veículo, para fazer jus ao rótulo de “bala”, leva tempo e dezenas de quilômetros para chegar à velocidade capaz de justificá-lo. Se antes de alcançar essa marca, precisar frear, programando a próxima parada, para recomeçar de novo a aceleração, não será bala coisa nenhuma. Estilingue, no máximo. Não parece melhor usar a fortuna acima referida para recuperar o sistema ferroviário nacional há décadas posto em frangalhos? |
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
Adeus, trem-bala
às
sexta-feira, novembro 25, 2011
Postado por Márcio Morais
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Ganha corpo no governo a hipótese do abandono dos planos de implantação do trem-bala, ao menos por prazo bastante longo. Não se justificaria a aplicação de mais de 30 bilhões para se completar, em no mínimo dez anos, a ligação meteórica entre Rio, São Paulo e talvez Campinas. Além dos argumentos da falta de recursos e da falsa prioridade para a obra, aparece mais um: seria profundamente anti-econômico estabelecer como objetivo do trem-bala levar cariocas para São Paulo e paulistas para o Rio.
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