Nas camadas mais pobres da população uma das válvulas de escape dos problemas do cotidiano, tantos nas cidades como no interior de Estados, a bebida alcoólica era um lenitivo e parte de um processo de fuga da realidade adversa. O uso da cachaça ou aguardente, originário dos tempos do Brasil Colônia, prolongou-se no decurso dos anos, chegando, mesmo, ao consumo de algumas pessoas pertencentes a classes sociais superiores, como moderado acompanhamento de algumas refeições aos quais a bebida se adapta ao paladar.
Era muito conhecido e dançado nos sábados à noite o coco, há anos, principalmente na zona da Mata do Nordeste, ritmo musical oriundo dos escravos, ainda hoje existente, que soava em noitadas divertidas dos trabalhadores que podiam se exceder na bebida, pois podiam descansar aos domingos. Além disso, trata-se de um hábito relacionado à forma de vida como foram criados tantos brasileiros, apesar de gerar dependência em alguns deles.
Porém, nunca atingiu o grau de um problema social grave, salvo situações específicas prejudiciais ao trabalho, à saúde e à família, como acontece, inclusive, em pessoas de estratos mais elevados no consumo de bebidas sofisticadas, causando-lhes os mesmos danos quando atingem o estágio do vício diário.
Essa longa introdução não pretende estigmatizar aos que gostam de bebidas alcoólicas. Queremos nos referir a um verdadeiro perigo que vem se alastrando como sério problema de natureza social e de saúde pública: o crescente consumo de “crack”, cuja facilidade de acesso e baixo preço prejudica jovens e adultos, a um custo elevadíssimo na estação quase terminal da dependência, a ponto de causar homicídios, furtos, roubos, que possam lhes render algum dinheiro para adquirir a destruidora droga.
A pesquisa da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), divulgada, ontem, em termos nacionais, é preocupante porque revela que a droga está substituindo nos municípios de pequeno porte e áreas rurais do País a tradicional aguardente. Entre os 4,4 mil municípios objeto do trabalho, 89,4% enfrentam problemas com a circulação de drogas em seu território, enquanto 93,9% com o consumo. O “crack”, antes consumido praticamente por pessoas de baixa renda, alastrou-se por todas as camadas sociais, segundo a referida pesquisa.
Faltam profissionais capacitados para combater a maligna droga e verbas para a manutenção de equipes e dos centros que se dedicam à recuperação de usuários, além de outras dificuldades correlatas. Dessa maneira, a tendência é o aumento da criminalidade e da violência. Tudo isso acrescido à falta de controle das fronteiras nacionais por onde penetram as redes de traficantes. Quando drogas dessa espécie se espalham pelo interior do Brasil, não há dúvida que já temos graves problemas de difícil solução, e que exigem atenção especial das autoridades competentes para eliminá-lo ou contê-lo, protegendo-se a população jovem e adulta dos seus efeitos maléficos.
Era muito conhecido e dançado nos sábados à noite o coco, há anos, principalmente na zona da Mata do Nordeste, ritmo musical oriundo dos escravos, ainda hoje existente, que soava em noitadas divertidas dos trabalhadores que podiam se exceder na bebida, pois podiam descansar aos domingos. Além disso, trata-se de um hábito relacionado à forma de vida como foram criados tantos brasileiros, apesar de gerar dependência em alguns deles.
Porém, nunca atingiu o grau de um problema social grave, salvo situações específicas prejudiciais ao trabalho, à saúde e à família, como acontece, inclusive, em pessoas de estratos mais elevados no consumo de bebidas sofisticadas, causando-lhes os mesmos danos quando atingem o estágio do vício diário.
Essa longa introdução não pretende estigmatizar aos que gostam de bebidas alcoólicas. Queremos nos referir a um verdadeiro perigo que vem se alastrando como sério problema de natureza social e de saúde pública: o crescente consumo de “crack”, cuja facilidade de acesso e baixo preço prejudica jovens e adultos, a um custo elevadíssimo na estação quase terminal da dependência, a ponto de causar homicídios, furtos, roubos, que possam lhes render algum dinheiro para adquirir a destruidora droga.
A pesquisa da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), divulgada, ontem, em termos nacionais, é preocupante porque revela que a droga está substituindo nos municípios de pequeno porte e áreas rurais do País a tradicional aguardente. Entre os 4,4 mil municípios objeto do trabalho, 89,4% enfrentam problemas com a circulação de drogas em seu território, enquanto 93,9% com o consumo. O “crack”, antes consumido praticamente por pessoas de baixa renda, alastrou-se por todas as camadas sociais, segundo a referida pesquisa.
Faltam profissionais capacitados para combater a maligna droga e verbas para a manutenção de equipes e dos centros que se dedicam à recuperação de usuários, além de outras dificuldades correlatas. Dessa maneira, a tendência é o aumento da criminalidade e da violência. Tudo isso acrescido à falta de controle das fronteiras nacionais por onde penetram as redes de traficantes. Quando drogas dessa espécie se espalham pelo interior do Brasil, não há dúvida que já temos graves problemas de difícil solução, e que exigem atenção especial das autoridades competentes para eliminá-lo ou contê-lo, protegendo-se a população jovem e adulta dos seus efeitos maléficos.
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