Algumas mulheres não percebem que engravidam e abortam
Segundo o ginecologista e especialista em Reprodução Humana, Dr. Bruno Scheffer, diretor clínico do Instituto Brasileiro de Reprodução Assistida, de Belo Horizonte, as estatísticas mostram que 5% das mulheres que já abortaram voltarão a abortar – esses são os chamados “abortos de repetição”.
— O real risco de abortos de repetição aumenta com a idade e com o histórico da paciente. Uma ou mais ocorrências anteriores de aborto, diabetes, alterações cromossômicas ou anomalias uterinas estruturais são fatores que devem ser considerados — disse.
Ele afirma, ainda, que cerca de 55% dos casos de aborto têm causas desconhecidas.
— As causas mais comuns são de origem genética, de processos infecciosos e perdas imunológicas, de doenças como diabetes e hipotireoidismo, tabagismo, cafeína e álcool. Cerca de 75% dos abortos espontâneos são conseqüências de anomalias cromossômicas, o que comprova a tese de que a natureza se encarrega de "expulsar" o embrião que está com problemas genéticos, dando fim às gestações com anomalias — disse Dr. Scheffer. — Diabetes, hipotireoidismo, tabagismo, cafeína e álcool também são apontados pelos especialistas como causadoras de abortos repetitivos.
O aborto involuntário durante o segundo trimestre deve-se a problemas externos como incontinência do colo uterino, má formação uterina e infecções do embrião e de seus anexos, entre outras causas. Os possíveis sintomas incluem sangramento vaginal (que, às vezes, começa com uma tonalidade marrom), cólica, perda de líquidos pela vagina (sem sangue nem dor) e algumas mulheres sentem dor como a de um parto.
Um aborto espontâneo geralmente não põe em risco a saúde da mulher, a menos que tenha sido incompleto. Se um aborto incompleto não é diagnosticado e tratado, a mulher pode sangrar e o tecido que permanecer dentro do útero pode causar infecção. Portanto, é fundamental a mulher procurar o seu médico ou um obstetra imediatamente.
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