domingo, 18 de setembro de 2011

O PAC parou



Desde ontem, o Recife tem um relógio, marcando quantos dias faltam para a Copa do Mundo. Mas a contagem regressiva da população é para saber se a cidade estará pronta para receber milhares de visitantes daqui a 999 dias, tempo que resta para fazer tudo o que não foi feito até agora. O abandono das obras de saneamento na Zona Oeste reforça a descrença no cumprimento das metas para 2014.
O serviço simplesmente parou em dezembro, segundo moradores, sem qualquer explicação da prefeitura. E o pior é que muitas ruas foram deixadas quase intransitáveis. No início da semana, um cidadão revoltado com o estado da Rua Gov. Lopo Garro, no Engenho do Meio – onde a construtora quebrou a via para instalar uma tubulação, mas não conclui o serviço -, resolveu tomar satisfação na Prefeitura do Recife. Como resposta, mandaram que fosse ao escritório do Consórcio Cordeiro, na Avenida Maurício de Nassau, Caxangá. No local, encontrou apenas um vigia que informou não haver atividade ali.
Ontem, até o secretário de Saneamento do Recife, José Marcos de Lima, atrapalhou-se ao explicar a suspensão das obras. Disse que o serviço era só no Cordeiro quando, na realidade, inclui mais sete bairros. A alegação da PCR é que precisou fazer ajustes. Mas o povo quer saber quem vai pagar a conta do material desperdiçado, dos dias de serviço jogados fora e dos prejuízos causados a cidadãos que agora mal conseguem sair de casa.

 

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