
O PT chegou ao poder com Lula, mas quem governa desde a eleição histórica do ex-metalúrgico em 2002, depois de três derrotas consecutivas, é a direita. Foi assim com o próprio Lula, está se repetindo com Dilma. Sarney, que em praça pública foi chamado de ladrão por Lula, tem matado muito petista do coração, principalmente os históricos de carteirinha, porque é ele, usando os mesmos métodos do passado, quem dita as regras na constelação do Govetno petista.
Por ele, passou a indicação de todos os ministros do PMDB, entre os quais os corruptos afastados, como Pedro Novais. E continua mandando e abusando. Vem dele, mais uma vez, a indicação do sucessor de Novais, o deputado Gastão Vieira, do seu grupo político do Maranhão.
Lula e o PT parecem reféns do bigodudo coronel maranhense. Foi ele que segurou Pedro Novais durante nove meses à frente da pasta de Turismo, embora antes da posse a Imprensa tenha descoberto inúmeras irregularidades praticadas pelo afilhado, entre as quais o pagamento com o dinheiro público de uma orgia num motel, a chamada “festa do viagra”, que custou mais de R$ 2 mil aos cofres da viúva.
O mundo giro, tudo passa e se transforma, menos o poder de Sarney, que continua incólume. Dói, choca e frustra. Mas o grande culpado é o PT, para não carimbar diretamente o ex-presidente Lula.
CONTRASENSO –Entre o discurso e a prática do Governo Eduardo há uma distância grande. Para quem tem uma gestão com índices altíssimos de aprovação atrasar por quatro meses o pagamento dos pipeiros que trabalham no Sertão para não permitir que muitas comunidades morram de fome soa como uma tremenda contraição. Ao todos, espalhados no semi-árido, são mais de 600 proprietários de pipas. O borrachudo acumulado supera a casa dos R$ 2 milhões.
Abrindo o jogo -
O deputado Raul Jungmann passou recibo antes mesmo de o jogo sucessório começar no Recife. Acusou o presidente do PSDB, Sérgio Guerra, de quebrar um pacto assinado com ele, pelo qual a legenda tucana apoiaria a sua candidatura a prefeito da capital. Esse acordo, segundo o pós-socialista, teria sido firmado quando convocado por Guerra para disputar o Senado, em 2010.
O deputado Raul Jungmann passou recibo antes mesmo de o jogo sucessório começar no Recife. Acusou o presidente do PSDB, Sérgio Guerra, de quebrar um pacto assinado com ele, pelo qual a legenda tucana apoiaria a sua candidatura a prefeito da capital. Esse acordo, segundo o pós-socialista, teria sido firmado quando convocado por Guerra para disputar o Senado, em 2010.Obras e reeleição - A prefeita de Floresta, Rorró Maniçoba (PSB), executa um conjunto de obras no município, entre elas mais de 130 casas populares, saneamento, reforma do hospital e uma academia das cidades, que terão, certamente, impacto eleitoral. Candidata à reeleição, a socialista deve enfrentar o tucano Cacá Ferraz, sobrinho do ex-prefeito falecido Afonso Ferraz (PSDB).
Voto fechado - A bancada federal está envolvida de corpo e alma na campanha de Ana Arraes à vaga do cearense Ubiratan Aguiar no Tribunal de Contas da União. Depois de Wolney Queiroz, um dos coordenadores, quem assume a dianteira do processo é o deputado Fernando Bezerra Filho. Agendou um café da manhã com os 25 parlamentares na sua casa, no Recife. Quer o voto fechado.
Rompimento precoce -
O prefeito de Cabrobó, Eudes Caldas (PR), está praticamente rompido com o deputado federal Gonzaga Patriota por desapontamento. Diz que deu carga na eleição do parlamentar no município, onde teve mais de oito mil votos, sem que, até o momento, Cabrobó tenha recebido algo positivo em troca. “Ele tem uma enorme dívida com o município”, diz.
O prefeito de Cabrobó, Eudes Caldas (PR), está praticamente rompido com o deputado federal Gonzaga Patriota por desapontamento. Diz que deu carga na eleição do parlamentar no município, onde teve mais de oito mil votos, sem que, até o momento, Cabrobó tenha recebido algo positivo em troca. “Ele tem uma enorme dívida com o município”, diz.CURTAS
OPOSIÇÃO– Em Belém do São Francisco, o candidato mais forte da oposição é o ex-prefeito Helionaldo Lustosa de Carvalho, mas está com pendências no TCE. Por isso, o bloco oposicionista já tem como alternativa a candidatura do vereador Roberval Aguiar.
CONSENSUAL– Cabrobó é um exemplo de que adversários ferrenhos de ontem podem se unir hoje. O prefeito Eudes Caldas (PR) superou as divergências com o médico Auricélio Torres, com quem disputou e venceu a eleição passada. Será agora o seu candidato consensual.
TCU– Apenas dois candidatos à vaga do TCU continuam no páreo para enfrentar a favorita Ana Arraes: Átila Lins (PMDB-AM), que ganhou o apoio fechado do seu partido na Câmara, e o ex-presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PCdoB-SP). Lins tem o apoio de metade da bancada do PT.
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