sexta-feira, 15 de julho de 2011

COLUNA POLITICA


       Os sem-indenização da Transnordestina
Enquanto a transposição estanca, dispensa trabalhadores e atrasa pagamentos de terceirizados, as obras da Transnordestina andam a todo vapor no sertão pernambucano. Na maratona que cumpro com palestras no Araripe desde a última segunda-feira, estive, ontem, no trecho de Lagoa do Barro, em Araripina, onde haverá uma estação de embarque e desembarque dos produtos que serão transportados na região.
Encontrei, é verdade, sinais de que não se trata de um elefante branco como a transposição, mas um projeto real e viável. Duas pontes gigantes já foram levantadas e o próximo passo será a chegada dos equipamentos para montagem dos trilhos. O Governo só esqueceu um detalhe: de indenizar os proprietários que perderam suas terras para a ferrovia.
São mais de 70 pais de famílias que deram entrada em toda a documentação para o processo de pagamento das suas terras e benfeitorias e até agora não viram a cor do dinheiro. “Seu” Joaquim Santos é um desses. Morador das redondezas, ele perdeu um lote pequeno, “um canto de cerca”, como ele diz, no valor de apenas R$ 10 mil. “Isso já tem mais de um ano e não sei quando vou receber.
Já estou perdendo minha esperança”, diz ele. O engenheiro Marçal Fernandes, da Odebrecht, reconhece que a burocracia retardou o pagamento das indenizações, mas disse que só faltam receber apenas 10 famílias. Não é o que diz o vereador Evilásio Mateus (PDT), que mora na localidade. “A Odebrecht está minimizando. O drama social é mais grave”, alerta.
SEM CONVENCER– O prefeito de Petrolândia, Lourival Simões (PR), não se convenceu com a resposta que a Celpe deu sobre notícia postada neste blog adiantando, em primeira mão, que a agência da distribuidora de energia seria fechada naquele município. “A nota não é clara para desfazer as informações que nos chegam. Se a Celpe fechar a sua agência aqui isso representará num tremendo prejuízo, pois teremos que ficar dependentes de Serra Talhada”, alerta.
Que vergonha! - Foi preciso ocorrer uma fatalidade com uma aeronave da NOAR para que uma face perversa e negativa do Estado fosse conhecida: a falta de um laboratório de testes de DNA. Mais vergonhoso ainda foi saber que Salvador e a pequena Natal dispõem dos serviços. O vanguardismo do socialismo implantado no Estado é uma lorota.


Isaltino ignora aliados - Não é só o deputado Raimundo Pimentel que não goza de prestígio para fazer indicações no Governo socialista. Em Salgueiro, a diretoria regional do DER, historicamente sob o comando do deputado Gonzaga Patriota e do grupo da ex-prefeita Creuza Pereira, passou para a cota do PT. O novo diretor é uma escolha pessoal do secretário de Transportes, Isaltino Nascimento.
Fim do monopólio - Em Trindade, o prefeito Gerôncio Figueiredo (PT) recebeu uma boa nova, ontem: o Bradesco confirmou a abertura de uma agência no município para concorrer com o Banco do Brasil, que só abre as portas para sua clientela por apenas três horas por dia, de nove ao meio dia. Monopólio é algo perverso que um dia acaba.
Sem pretensão - Em email ao blog, a médica Socorro Pimentel, esposa do deputado Raimundo Pimentel (PSB), esclarece que nunca colocou seu nome como pretensa candidata a prefeita de Araripina, nem tampouco o parlamentar tucano. Quanto à suposta falta de experiência, diz que já exerceu vários cargos públicos e tem sintonia com a população.
CURTAS
CAIXA ZERO– Em Parnamirim, os servidores estaduais reprovaram a escolha do Bradesco como banco adotado pelo Governo do Estado. Simplesmente porque ninguém consegue sacar no caixa 24 horas aberto na cidade por falta de dinheiro.
BOA NOTÍCIA O avanço da internet no Brasil também se observa nos grotões nordestinos. Estive, ontem, no distrito de Lagoa do Barro, nos confins do Araripe, e lá encontrei a população online num sistema gerado através de ondas de rádio.
TREM - O Estado, ao invés de efetivar os professores que passaram em concursos anteriores, está promovendo um verdadeiro trem da alegria com uma leva de contratos mediante empresas terceirizadas. Não seria mais lógico e justo chamar os aprovados?

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