sexta-feira, 3 de junho de 2011

Militar reage a assalto e mata ex-presidiário



Um ex-presidiário foi morto ao tentar assaltar um soldado do 13º Batalhão de Polícia Militar (BPM), ontem, no bairro do Janga, em Paulista. De acordo com a polícia, Hevson Fausto Ferreira de França, de 28 anos, estava com um revólver de calibre 32 e numeração raspada quando anunciou o assalto. “A esposa alegou que ele havia passado quatro anos preso por assalto e estava em liberdade condicional há sete meses. Os familiares também disseram que ele era usuário de drogas, tudo leva a crer que era crack”, destacou o cabo Iranilson Mendes, do 17º Batalhão de Polícia Militar. O policial que sofreu o assalto preferiu não ser identificado.

Ele estava em seu dia de folga e resolveu visitar a casa que estava alugando com a esposa, uma dona de casa de 37 anos, e o filho, um garoto de 9 anos. O militar prestou depoimento junto com a esposa no Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) e foi liberado. A arma utilizada por ele, um revólver de calibre 38, foi apreendida para a realização de perícia.

A abordagem aconteceu na rua Alberto Zeltzer, por volta das 14h, assim que a mulher e o filho do militar desceram do Celta preto em que estavam. “Eu saí do carro e ele entrou e pediu a carteira, onde tinha a minha identificação e porte de arma. Ele desconfiou de alguma coisa e pediu que eu levantasse a camisa, foi quando eu reagi. Acho que nem deu tempo dele pensar. Só pensei em proteger a mim e a minha família. Tenho 12 anos de Polícia Militar e jamais iria reagir se visse que não tinha condições. Se ele visse a arma atirava em mim”, destacou o soldado.

As investigações foram iniciadas pela Força Tarefa Metropolitana Norte do DHPP. Depois de balear o assaltante, o policial comunicou o Centro Integrado de Operações de Defesa Social (Ciods), que enviou uma equipe do 17º BPM ao local. “Quando a equipe da polícia chegou eu contei o que aconteceu e vim com eles para o DHPP”, contou o militar.

O caso foi registrado pela polícia como legítima defesa. O carro da família, segundo a esposa do militar, será vendido. “Eu quero que venda o carro e não vou mais morar nessa casa, de jeito nenhum”, ressaltou a dona de casa.

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