
Os jovens da geração atual estão mais precavidos na hora de abrir um negócio. Se na década de 90 e no começo dos anos 2000, eles arriscavam mais, hoje os novos empreendedores pernambucanos passam pelo planejamento, fazem estudos de mercados e checam a viabilidade antes de registrar qualquer empresa. Essa parcela da população, com idade entre 18 e 26 anos, já é dona de aproximadamente 40% das 173 mil pequenas e microempresas do Estado, segundo estimativa do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).
“Hoje, eles estão menos imediatistas, já aprenderam com os erros do imediatismo das gerações anteriores e sabem por onde segui, com mais autonomia e independência”, diz o analista de orientação empresarial do Sebrae de Pernambuco, Valdir Cavalcanti. A taxa de mortalidade das empresas na mão de jovens é menor (18%), se comparada ao índice total deste ramo no Estado (22%).
Entre os ramos mais procurados pela nova geração estão as áreas de gastronomia e informática. “Muito desse ‘boom’ pode se dever ao ‘efeito Suape’, que despertou nas novas gerações o desejo de se inserir no mercado de um estado com economia aquecida”.
Ele conta que muitos dos jovens que procuram o Sebrae nos últimos dois anos pertencem à classe C. “Eles chegam aqui e querem saber como fazer para ajudar no orçamento da família. Já os de mais recursos, geralmente planejam por conta própria”.
É o caso de Mauro Vieira, Raphael Barros e Bartolomeu Cavalcanti, que estão abrindo a empresa CapsDoc. A partir do site, clientes da Região Metropolitana do Recife vão poder marcar consultas pela web, sem nenhuma despesa extra. Futuramente, a abrangência deve ser expandida para outras capitais brasileiras, inicialmente no Sudeste.
Os três amigos de infância resolveram ,ainda em 2010, que já estava na hora de abrir um negócio próprio. No começo, a ideia era abrir um site que permitisse aos clientes efetuar reservas para restaurantes pela internet.
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