A três anos da próxima eleição presidencial, o PSDB já vive a tensão em torno da definição do próximo candidato tucano ao Palácio do Planalto. O time do senador mineiro Aécio Neves diz ter saído na frente com a vitória na convenção nacional do PSDB, mas tucanos paulistas avisam que não pretendem entregar de bandeja os 43 milhões de votos conquistados pelo ex-governador José Serra em 2010.

Dirigentes da sigla em Minas Gerais e em São Paulo – os dois maiores colégios eleitorais do Brasil – revelaram o tom que deverá pautar as próximas reuniões sobre o futuro do maior partido de oposição do País. Enquanto o presidente do PSDB mineiro, deputado federal Marcus Pestana, classificou Serra de político da “geração anterior”, o presidente do PSDB de São Paulo, deputado estadual Pedro Tobias, rebateu sugerindo que “o pessoal de Aécio feche a boca”.
A divergência entre os dois ficou evidente no último dia 14 de junho, em Brasília, durante a primeira reunião comandada pelo presidente nacional do PSDB, deputado federal Sérgio Guerra (PE), com presidentes e dirigentes estaduais para discutir as eleições de 2012. Antes da reunião, segundo relato de testemunha, Tobias disse a Pestana: “Pode ser a vez de Aécio, mas não adianta vocês falarem mal de São Paulo e dos paulistas”.
Passado clima amigável da campanha, aliados de Aécio e Serra travam nos bastidores disputa por indicação para a corrida presidencial
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