domingo, 26 de junho de 2011

COLUNA POLITICA



           Suicídio eleitoral
O deputado Daniel Coelho abriu uma dissidência no Partido Verde por se opor à travessia do partido para a base do Governo do Estado. Em tese, ele queria a manutenção da legenda na oposição sob a alegação de que o então candidato a governador, Sérgio Xavier, adotou um discurso batendo fortemente nas contradições do Governo, mas depois passou uma borracha em tudo que disse e virou secretário de uma pasta, convenhamos, extremamente esvaziada.
Na Assembleia, Coelho mantém o discurso e a ação parlamentar de oposição. Não votou até o momento em nenhum projeto de interesse do Governo e fez campanha aberta contra a PEC da reeleição de Guilherme Uchôa quando percebeu que o governador Eduardo Campos estava por trás.
Se deseja, na verdade, continuar atuando nessa direção, Coelho deve avaliar melhor, enquanto há tempo, a sua intenção de trocar o PV pelo PSDB. Afinal, até as paredes do Palácio das Princesas sabem que a legenda tucana é governista, a bancada vota praticamente fechada em projetos palacianos e deu uma demonstração mais do que cabal ao seguir a orientação do governador na emenda da reeleição.
Além disso, o presidente do PSDB, Sérgio Guerra, anda afinadíssimo com Eduardo e só não levou, oficialmente, o partido para a base do governo, com direito a cargos, porque o PTB chegou primeiro e Guerra tem ódio mortal ao senador Armando Monteiro Neto. Daniel Coelho que abra o olho. Filiar-se ao PSDB pode ser suicídio eleitoral.
BRINCADEIRINHA– Ao provocar Campina Grande em seu twitter, por causa da escolha de Dilma pelo São João de Caruaru, o deputado Wolney Queiroz (PDT) diz que fez apenas uma brincadeira saudável. “No Congresso, os deputados da Paraíba, com os quais tenho uma boa relação, passaram a semana inteira me provocando, dizendo que iam ganhar essa parada de nós”, afirmou, acrescentando: “A concorrência de Caruaru com Campina no São João é como a do Recife cpntra Olinda no Carnaval”, comparou.
Caruaru ferveu - O prefeito de Caruaru, José Queiroz (PDT), era só animação na quinta gorda junina no camarote lotado da Prefeitura no Pátio do Forró diante da multidão que acompanhava as atrações musicais. “Lotamos o Pátio. Que bom que Dilma estivesse aqui para ver esse belíssimo cenário, mas sua agenda não depende de nós”, lamentou.


Governo discrimina Petrolina - Sem um só centavo de ajuda do Governo do Estado, Petrolina fez o maior São João do Sertão, reeditando assim uma tradição que só a família Coelho, quando unida politicamente, conseguia. A grade de artistas e a infraestrutura da festa custaram ao erário pouco mais de R$ 4 milhões. Acionada para ajudar, a Fundarpe não deu sinal de vida. O prefeito Júlio Lóssio é oposição. E esta foi a razão.
Ainda sonhando - Cadoca (PSC) ainda alimenta o sonho de disputar a Prefeitura do Recife num cenário em que teria apoio do governador Eduardo Campos. A sua grande dificuldade está no PT, que detém a preferência da base governista. Sair apenas para tentar uma terceira via na base governista seria inviável e Cadoca não embarca nessa.
No segundo escalão? - A presença do ex-deputado Edgar Moury Fernandes (PMDB) no jantar que o deputado Wolney Queiroz ofereceu à presidente Dilma, quinta-feira passada, passou a gerar especulações de que estaria sendo indicado para um cargo no segundo escalão federal. Moury nega. Diz que esteve por lá porque foi convidado por Wolney.

CURTAS
DESCASO– As 47 máquinas agrícolas abandonadas pelo Governo continuam levando sol e chuva no pátio do IPA, em Serra Talhada. E não se tem uma solução. O secretário Ranilson Ramos (Agricultura) prometeu resolver em abril. E nada!
OPERAÇÃO-TARTARUGA– Já a operação tapa-buraco nas estradas sertanejas foi reiniciada, mas em ritmo tartaruga, com direito a uma paradinha nos festejos juninos. Do jeito que vai, só lá para setembro ou outubro as obras estarão concluídas.
VOTAÇÃO– Do deputado Antônio Moraes, líder da oposição na Assembleia, a propósito do voto fechado da bancada tucana em favor da PEC da reeleição: “Não houve fechamento de questão sobre a matéria. Cada um votou com a sua consciência”.

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