sexta-feira, 24 de junho de 2011

A chantagem pegou também nos Estados






A moda pegou nos Estados: partidos da base dos governadores ameaçam não votar projetos de interesse das administrações estaduais  caso não sejam contemplados com mais nomeações, empregos e sinecuras. Aquilo que começou no plano federal agora se espraia por todo o país. Não demora e os prefeitos também serão atingidos.
Do Sul ao Sudeste, Centro-Oeste, Norte e Nordeste, o quadro é o mesmo, tanto faz o partido do governador. Seus “aliados” arregaçam as mangas e já entram nos palácios dos governos estaduais com listas e outras propostas, igualzinho ao que  fazem dirigentes do PMDB, PT, PP, PR e outras legendas quando recebidos pelos principais auxiliares  da  presidente Dilma. Chama-se chantagem essa prática difundida no país.  Até agora nenhuma executiva nacional, diretório ou presidente de partido levou ao palácio do Planalto alguma sugestão de alto nível, como colaboração administrativa. O que podem fazer os companheiros, por exemplo,  para melhorar o péssimo estado das rodovias federais? E o PMDB, diante do aumento da violência urbana e rural, que propostas levaria à presidente? O PP animou-se a preparar projetos de reforma tributária, ou o PR algum projeto  para desafogar os portos?
De goelas abertas, os partidos repetem nos planos estaduais aquilo que praticam no federal, e não se poupe as oposições, porque os tucanos fazem o mesmo com Geraldo Alckmin, em  São Paulo, com Antônio Anastásia, em Minas, Siqueira Campos, no Tocantins, e Beto Richa,  no Paraná.
Alguns governadores resistem mais do que outros, da mesma forma como Dilma Rousseff tenta conter os gafanhotos na capital federal, mas a luta parece inglória. Os governos precisam deles...

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