Vila Olímpica em Rio Doce ganha "medalha" pela sujeira e matagal (Foto: Divulgação)
Vila Olímpica em Rio Doce ganha "medalha" pela sujeira e matagal 
Depois de visitar diversas áreas degradadas em Olinda, a ex-deputada estadual e pré-candidata à prefeitura, Terezinha Nunes, deu sequência à ação fiscalizadora em “48 horas nas ruas”. Hoje, a tucana foi a uma série de locais apontados pela população. A atividade foi retomada depois de dois dias de chuva que impediram a sua realização. Entre os pontos visitados nesta quarta-feira, as obras na avenida Presidente Kennedy, a Vila Olímpica de Rio Doce, uma obra viária na orla, a comunidade do V8, entre outras.

Ao chegar à avenida Presidente Kennedy,em Peixinhos, Terezinha encontrou muitas críticas dos comerciantes da área no que se refere aos alagamentos – piores, segundo os próprios – e a obra de requalificação, dita como confusa e sem fim, além da falta de sinalização. “Quase todo dia tem um atropelamento aqui, pedestre ou cadeirante não tem por onde passar. A obra também está parada”, atestou o mecânico Isaac José, que tem ponto comercial às margens da avenida. Na Vila Olímpica, em Rio Doce, onde funcionava o espaço Criança Esperança, o mato cresce e falta iluminação à noite, servindo como ponto de consumo de drogas. “Desde que o Criança Esperança saiu daqui a situação ficou complicada”, disse um morador, em reserva. 

Na Maternidade Brites de Almeida, a única pública de Olinda, a ampliação está parada. “Hoje, em Olinda, se uma criança precisar nascer e não tiver recursos para unidades particulares, não tem onde. Nasce fora da cidade”, afirma Terezinha Nunes. Na orla, por sua vez, o problema fica na altura do Flat Quatro Rodas. No local, segundo os moradores, a prefeitura quer construir uma via que ligará o bairro de Casa Caiada até a ponte, na divisa com o Janga. Mas até agora nada acontece a não ser a demolição das casas.

“Estão demolindo, mas não estão pagando indenização a ninguém”, afirmou Maria José, moradora do local. “Estão querendo derrubar minha casa, que é dividida em duas, onde cada família paga seus impostos, dando o dinheiro pelo valor de uma. E se sair, não é?”, contou. No local, entulhos das moradias já demolidas estão jogados e sem nenhuma segurança.