quarta-feira, 15 de junho de 2011

Uchoa: cobranças incomodam




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Alvo preferencial nas discussões sobre a polêmica PEC da reeleição, o presidente da Assembleia Legislativa, Guilherme Uchoa (PDT), calado há cerca de uma semana, desabafou ontem. Em plenário, dedicou-se a conversas, numa roda, com deputados. Não quis falar com a Imprensa, mas, antes de sair, soltou: “Essa emenda é para sete (membros da Mesa). Não é para um não”. Referia-se ao fato de que não será o único beneficiado, embora a resistência apareça personificada em sua figura.

Ainda pela manhã, durante cerimônia no Palácio das Princesas, o pedetista admitiu ter evitado o plenário nos últimos dias para não se deparar com o incômodo das cobranças.”Não fui ao plenário ontem. Fiquei no gabinte já para evitar isso. Está me incomodando”, desabafou. E rebateu a tese do deputado Henrique Queiroz (PR), de que a sua reeleição teria a ver com projeto futuro de assumir o Governo, caso do governador Eduardo Campos (PSB) e o vice, João Lyra Neto (PDT), afastem-se pa­ra disputar outros mandatos.

“Henrique Queiroz falou uma coisa muito superficial e alimentou-se uma conversa desnecessária. Se existe uma pessoa que Eduardo gosta e confia, é um grande administrador político, revolucionou a saúde... As UPAs foram ideia de João Lyra. Como se poderia imaginar uma hipótese de ele não assumir o Governo? É a política do mal”, rebateu. Na leitura dele, tentou-se “estabelecer uma crise em um Governo bem avaliado e muito bom”.

O prazo para apresentação de emendas à PEC se encerra amanhã. “A partir daí, Raimundo Pimentel (PSB) vai decidir o dia que bota em votação (na CCJ). Depois é comigo que eu vou botar em plenário”, comentou o presidente, cuja situação, nas palavras do deputado Daniel Coelho (PV), “é confortável”. “É sempre confortável para quem está na presidência. Põe em votação e tira como quer. Se perceber que vai perder, suspende”.

DESPEDIDA
Ontem, na tribuna, Daniel falou em tom de despedida do PV. Com a migração para o PSDB praticamente amarrada, fez um balanço de seus nove anos de filiação e queixou-se de ter sido excluído das inserções comerciais. “Até quando vale a pena estar numa instituição assim? Vamos seguir lutando. Dentro ou fora do PV, nossos princípios e bandeiras serão os mesmos”.

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