sexta-feira, 3 de junho de 2011

Saúde do Estado quer otimizar atendimento aos usuários de crack



A Secretaria Estadual de Saúde (SES) promove mais uma ação para tratar da epidemia de crack no Estado. A partir desta sexta-feira (03/06), começa uma série de capacitações com equipes de médicos, enfermeiros e auxiliares de enfermagem dos hospitais e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) com o intuito de melhorar a abordagem e o atendimento clínico dos usuários, além do correto encaminhamento aos serviços de atenção territorial. Álcool e outras drogas também estarão no conteúdo programático da atividade. O primeiro curso será na sede da SES, no Bongi, nesta sexta (03/06), a partir das 13h, reunindo 101 participantes de 11 hospitais da Região Metropolitana do Recife (RMR) e Zona da Mata e 6 UPAs. 
 
Entre os pontos que serão abordados durante a capacitação, a necessidade de saber fazer a abordagem do usuário, acolhendo-o no serviço de saúde, sem discriminação. Também será repassado o protocolo com os procedimentos que devem ser adotados pela equipe médica multidisciplinar. O objetivo é ver a problemática sob a perspectiva da droga e, caso haja, unindo a um outro problema clínico que forma aquele quadro.  “Não se pode usar todo tipo de medicamento em usuários de drogas, por exemplo. Um paciente também pode dar entrada em um hospital com um quadro de convulsão que não se trata de epilepsia, mas de um transtorno provocado pela droga”, pontua a diretora-geral de Assistência Integral à Saúde, Sandra Carvalho.
 
Os técnicos da SES irão reforçar a notificação compulsória dos atendimentos dos pacientes que apresentam intoxicação pelo crack, como instituído por portaria assinada pelo secretário estadual de Saúde, Antonio Carlos Figueira, em abril. A notificação garante o anonimato do paciente, usando apenas as iniciais do seu nome. O documento discrimina o município, ou bairro de origem do usuário, e traz um questionário que ajuda a identificar o seu grau de dependência e hábitos de consumo. A ficha foi produzida pela SES a partir de formulários já utilizados pelo Ministério da Saúde (MS). 

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