quinta-feira, 7 de junho de 2012

Coluna Politica



        Governador sai da toca
Se o PSB está armando um plano B com o afastamento de algumas lideranças que ocupavam cargos de confiança no Governo, entre elas o secretário de Cidades, Danilo Cabral, duas constatações: o governador Eduardo Campos não avalizou a candidatura do senador Humberto Costa, como se imaginava.
Nem tampouco acertou com o ex-presidente Lula a construção da unidade da Frente Popular no Recife com uma intervenção brusca e autoritária como se deu com o golpe no prefeito João da Costa. O governador não quer problemas com o PT para não contrariar Lula, seu grande aliado para um voo nacional no futuro, mas também não pode bancar um candidato que não une sequer o seu partido.
Poderá, assim, comunicar a Humberto que ficou atado para apoiar sua candidatura e que lançou mão de um projeto alternativo, no caso Danilo, e que poderão marchar juntos no segundo turno, chegando lá Danilo ou ele (Humberto).
Mais do que isso, o governador desconfia que uma eventual vitória de Humberto, com o apoio do senador Armando Monteiro Neto, e o conjunto da Frente, pode ter desdobramentos em 2014 que não estavam em seus planos.
O PT armou uma tremenda confusão, que não vai acabar nem tão cedo, mas, sabido, Eduardo está se prevenindo para evitar o pior. O quanto antes, vale a ressalva.
REGRESSO AMARGO- O deputado Maurício Rands deixa a planície e volta ao Congresso reassumindo o seu mandato na Câmara dos Deputados. Passar pela pasta de Governo, para ele, acabou não sendo uma boa experiência. Não teve um papel preponderante na equipe, ofuscado pelo secretário da Casa Civil, Tadeu Alencar, nem conseguiu viabilizar sua candidatura a prefeito do Recife como esperava sendo o plano B do governador.
Coisa de militância - Secretário da executiva nacional do PT, Paulo Frateschi confessou ao blogueiro que tomou um susto no Recife com o grau de hostilidade da militância do prefeito João da Costa, mas em nenhum momento, segundo ele, temeu por algo mais grave. “Eles agiram pela emoção, mas não houve violência”, disse, ao se referir ao fato de sair escoltado da sede do PT e ter seu carro quase que apedrejado.
Defesa ardorosa - Ao se referir, ontem, ao seu suplente no Senado, Joaquim Francisco, durante a coletiva em São Paulo, Humberto Costa se derramou em elogios ao ex-governador. “Trata-se de um homem de bem. Joaquim foi prefeito do Recife, ministro, governador e deputado e sempre honrou os cargos que ocupou. Estão fazendo dele um bicho papão, mas é nosso aliado, filiado ao PSB”, disse.
Armando sinaliza - Humberto já conversou ao telefone com o senador Armando Monteiro Neto, buscando o apoio do bloco alternativo. A conversa decisiva, no entanto, será neste fim de semana, conforme adiantou ontem em São Paulo. O líder trabalhista já sinalizou que Humberto criou um fato novo, mas precisa antes amarrar o apoio da frente alternativa com os demais presidentes de partidos.
Candidato avulso - O prefeito João da Costa passou o dia, ontem, em São Paulo, consultando bons advogados. Quer a garantia de que pode disputar a convenção contra Humberto como candidato avulso. A direção nacional do PT diz que ele está impedido pela resolução baixada pelo partido, na qual em municípios acima de 200 mil habitantes quem decide o candidato é a executiva nacional.


CURTAS
NOS BRAÇOS DO POVO– De volta ao Recife, hoje, com chegada prevista por volta das 16 horas, o prefeito João da Costa deve ser recebido no aeroporto por uma militância bem barulhenta. Será o primeiro manifesto solidário à sua luta pelo direito de disputar à reeleição dentro do partido.
PLANO A– De um aliado do governador Eduardo Campos ao ler no blog, ontem, que o secretário de Cidades, Danilo Cabral, seria o plano B do líder socialista para concorrer à Prefeitura do Recife: “Plano B, não. Plano A”. Humberto, portanto, que se cuide!
PERGUNTAR NÃO OFENDE – Danilo Cabral tem o apoio do prefeito João da Costa?

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