Os partidos que integram o movimento União das Oposições de Olinda preparam duas pesquisas eleitorais para avaliar a intenção de votos dos pré-candidatos do campo oposicionista e definir as possíveis de candidaturas. Até abril, o grupo deverá construir um programa de governo comum a todas as possíveis postulações. A intenção é, em caso de ter mais de um nome na disputa, defender o mesmo projeto. Em paralelo às amostragens, os postulantes fizeram uma espécie de “pacto” para aqueles que não conseguirem “emplacar” candidatura majoritária, concorrerem uma vaga na Câmara Municipal.
O intuito dessa iniciativa é reforçar os palanques dos nomes da oposição durante a campanha, que tem pela frente a reeleição do prefeito Renildo Calheiros (PCdoB). De acordo com os pré-candidatos, as pesquisas apontarão os caminhos para possíveis coligações e alianças no campo oposicionista, além de servir de base para montar chapas proporcionais, de olho nas vagas na Câmara Municipal. Atualmente, todos 17 vereadores do Legislativo municipal são da base do gestor comunista. As amostragens também vão quantificar o desgaste e a porcentagem do eleitorado que vota no Renildo. As pesquisas ocorrerão no segundo semestre de abril e maio.
Essas iniciativas foram decididas em reunião do grupo – que reúne integrantes do PMDB, PSDB, PPS, PSL, PTC, DEM, PMN, PTN e PSC -, na semana passada. Segundo um deles, no caso do mesmo programa de governo, o objetivo é defender o projeto de renovação na administração municipal. “Até abril vamos construir, coletivamente, o programa de governo. Se tiver mais de uma candidatura no nosso campo, vamos defender o mesmo programa. Não vão ter programas diferentes, vai ser o mesmo para todos. Se chegarmos ao segundo turno, defenderemos o mesmo projeto. Já existe esse compromisso. Se a eleição passar para o segundo turno, os partidos se apoiarão”, adiantou Arlindo Siqueira (PSL).
Já a iniciativa de lançar nomes que não se viabilizarem em candidaturas para a Prefeitura de Olinda, segundo a pré-candidata Terezinha Nunes (PSDB), visa fortalecer os palanques durante a campanha. Contudo, a decisão de se disputar uma vaga na Câmara dependerá de cada postulante. A tucana adiantou que, em caso de não consolidar sua postulação, não concorrerá a uma das 17 vagas no Parlamento. “Há esse movimento no sentido de fortalecer a disputa proporcional, mas vai depender candidato. É possível que algumas pessoas venham a disputar a proporcional, se não passar para a majoritária. Isso vai reforçar os palanques”, revelou a ex-deputada.
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